Para os campeões

Um campeão pensa como campeão e não como um perdedor. Seus resultados são sempre consequência de sua dedicação, determinação, foco e um ardente desejo de subir no lugar mais alto do pódio, lugar frequentado apenas por aqueles que perseguiram a vitória com a mesma necessidade que respiram o oxigênio em seus pulmões.

Por trás de cada campeão, sempre haverá um técnico, alguém que, além de orientações técnicas, o ajuda a manter o foco e não se desviar dessa mentalidade vitoriosa que lhe garante seus resultados. Manter uma mente campeã é requisito básico para criar o hábito de receber medalhas.

Na vida, também somos atletas. Em nosso esporte, também podemos conquistar dois tipos de resultados: o sucesso ou a estagnação.

O que é sucesso?

Cumprir sua missão de vida. Para alguém cujo propósito é se dedicar a uma missão humanitária, seu sucesso pode ser medido pela quantidade de vidas que salva. Para um empresário, seu sucesso pode ser medido pelo valor que gera em sua companhia. Cada pessoa tem sua missão. O sucesso de cada um varia de acordo com essa missão escolhida e, em muitos casos, esse sucesso poderá ser acompanhado de reconhecimento financeiro. No entanto, não cumprir sua missão de vida significa mergulhar de cabeça nas águas turvas e malcheirosas da estagnação.

Apesar de todos os desafios para triunfar na vida e cumprir sua missão, uma das maiores ameaças, que faz com que jovens desperdicem seu potencial, são as ideologias medíocres pregadas muitas vezes dentro da escola, universidade, no clube, na igreja ou em partidos políticos. Ideologias que formam pensadores derrotados ao pregarem uma doutrina que anula seu protagonismo e iniciativa e, por outro lado, estimulam o vitimismo e uma percepção de que o Estado tem a obrigação de sustentá-los. Parafraseando um famoso estadista, para o Brasil ser aquele país que um dia sonhamos, a pergunta mais adequada é: “O que eu tenho que fazer pelo Brasil?” Não o contrário…

Essas ideologias infelizmente se espalharam por todo Brasil como um vírus na última década e estão formando uma geração de perdedores que carregam um orgulho inexplicável por sentirem-se mais conscientes, iluminados e portadores de uma superioridade moral inexplicável. Pessoas que, ao esperarem que algo seja feito por elas, seus supostos direitos, deixam de lado sua criatividade e iniciativa necessárias para progredirem e subirem no pódio da vida, o que, de fato, geraria um enorme benefício para toda a sociedade.

Na realidade, trocaram o pódio por um avatar que lhe dá acesso a estar no meio de uma multidão de descontentes, sentindo-se parte de algo aparentemente maior, mas que, na realidade, reduz sua participação no mundo a um simples integrante de uma enorme massa de manobra. Um a mais na multidão.

A verdade é que a vida é breve. Se você quer ser um campeão, precisa pensar como um campeão. Se é isso que você deseja, esteja preparado para ser chamado de egoísta, prepotente e sem consciência social. Isso porque querer vencer na vida acabou virando algo imoral, como resultado dessa lavagem cerebral feita com água de esgoto. Afinal, ser perdedor tem estado na moda nos últimos anos sem que fosse percebido por nossos jovens…

No entanto, isso está mudando e hoje muitos jovens têm perdido o medo de dizer em alto e bom som: “Eu tenho um sonho e quero progredir na vida. Quero dar o melhor para a minha família, poder viajar, ter liberdade financeira e poder ajudar os que estão em situação vulnerável”.

Parabéns se você é um desses sobreviventes. Um sobrevivente desse naufrágio nacional que ocorreu no oceano da mediocridade e que, por isso, acredita que vai fazer a diferença em seu destino e no mundo que lhe rodeia. Você já é um campeão.

Afinal, a história mostra mais uma vez que esse discurso medíocre dura apenas até acabar o dinheiro. Por uma questão óbvia de matemática, o dinheiro não é eterno e ele sempre acaba. Quando isso acontece, o castelinho de areia construído por discursos populistas desmorona. Quem foi contaminado por ele paga um alto preço. Mas fazer o quê? Cada um faz suas escolhas e arca com suas consequências. E os que continuam perseguindo o pódio, depois de receberem muitas críticas, chegarão lá mais rapidamente, mais fortes, e sentirão a alegria impagável de levantar seu troféu.

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