Não precisamos seguir os incompetentes

Em Israel, todos os anos, num determinado dia e numa determinada hora, cada cidadão israelense para, onde quer que esteja. É o momento de ficar de pé, lembrar do holocausto, refletir, lembrar de suas origens e, de acordo com sua crença, fazer suas orações. Assim, um povo, unido num só propósito, mesmo com suas diferenças políticas, fortalece sua identidade, sabendo de onde veio e com a certeza de para onde vai.

Enquanto isso, no Brasil, os ventos de uma suposta “grande pátria” derrubam os resquícios de nossa nacionalidade, dividindo não apenas a população, mas criando propósitos diferentes entre si. Os que roubaram no mensalão são eleitos nas eleições seguintes, o petrolão pouco a pouco vai sendo esquecido, enquanto todos aguardam qual será o próximo escândalo promovido por aqueles que desviam dinheiro para financiar sua ambição de poder. Serão o BNDES ou os Fundos de Pensão dos Correios? Que diferença faz? Tanto faz!

Consequência? O Brasil, a eterna potência econômica do futuro, agora não cresce mais. Ao contrário, em 2015 vai andar para trás, retraindo seu PIB, segundo as projeções internacionais. Brasil, Argentina e Venezuela, amigos inseparáveis, puxam para trás o crescimento da América Latina, que, junto com o mundo, crescerão cerca de 3% neste ano.

Onde está a crise internacional? Já foi embora há algum tempo. Agora, restou apenas a crise dos incompetentes.

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