Cotas para usuários de drogas em concursos: mais uma da mentalidade galinácea

No Estado de Minas Gerais, os políticos estudam a possibilidade de criarem uma cota de 10% para usuários de drogas considerados dependentes químicos nas vagas de concursos públicos. Ou seja, se você estudar um pouquinho e cheirar bastante, suas chances de passar no concurso aumentam consideravelmente.

A justificativa para essa ideia brilhante está no fato de o Estado não oferecer o número de vagas suficientes para o tratamento dos viciados. “Com as cotas, o próprio usuário poderia se tratar com seus próprios recursos”, diz o autor dessa pérola política e jurídica.

Não seria mais coerente a saúde pública cuidar de seus doentes de forma decente, enquanto os órgãos públicos contratariam novos funcionários somente quando precisassem? Não seria mais decente que os que desejam uma vaga no serviço público a conquistassem com seu próprio mérito, estudando, e sem subterfúgios?

É impressão minha ou a cada dia que passa os políticos estão cada vez mais bizarros? Qual será o resultado daqui a 20 anos para a sociedade que consome cada vez mais esse tipo de filosofia do coitadismo, formando uma população na base da política dos privilégios?

Não consigo medir o tamanho do estrago na cabeça das grandes massas, em especial dos jovens, recebendo doses diárias dessa filosofia da mediocriadade em troca de votos. Uma espécie de desmatamento predatório do que resta de dignidade e mentalidade de águia caçadora desse povo sofrido e manipulado que está em processo de “engalinhamento” assumido e ainda cheio de orgulho, o que os torna ainda mais fácil de serem manipulados.

Ao primeiro sinal de filosofias galináceas vomitadas por políticos querendo amansar o seu instinto caçador em troca de algum privilégio, rejeite. De grão em grão é que a galinha enche o papo. E a marca do grão nós já conhecemos: “coitadismo”.

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